Silêncio de lantejoulas.

Da minha janela.

Súdita que sou, brilhante, imersa em uma sociedade de lantejoulas, eu nunca havia percebido: o silêncio.

Dentro do silencio REINA a consciência. Ela situa o que tenho a minha volta. No silêncio, estou no meu trono.

No início é estranho. Nenhum ruído me dirige, nenhuma sensação me delimita. É preciso me tornar minúscula para me reencontrar nessa desolação átona dos elementos da vida.

Depois, acabo descobrindo o infinitamente pequeno. Eu não existo no facebook. Eu não existo no instagram. Eu me reinvento dentro de mim mesma. Eu sou mais feliz sem selfies. Eu sou mais feliz sem esperar os likes do que sou, de onde vou, com quem vou.

Ao contrário, eu gosto e me satisfaço no meu infinito particular. Sem intervenção externa. Isto me liberta. Me deixa leve.

Eu me acostumo com a minha presença, em si. Eu me observo sem me entediar. Vivo a explosão que há em mim mesma. Fortaleço-me na minha existência, percebo minhas sensações.

E é no fundo de mim mesma, em minha interioridade, em meu mistério, que encontro o Outro.

Rebeca 8 anos

“Os filhos são herança do Senhor,
uma recompensa que ele dá. Como flechas nas mãos do guerreiro
são os filhos nascidos na juventude. Como é feliz o homem
que tem a sua aljava cheia deles!” Salmo 127

Caminhada, caminhando, caminho…

“O que vale na vida não é o ponto de partida
e sim a caminhada.
Caminhando e semeando,
no fim terás o que colher.”

Cora Coralina

2016….

“A felicidade MORA nos DETALHES, no mínimo…aprendendo isso num mundo que prioriza o máximo!”

Detalhes em gentileza, educação, respeito, amor ao próximo, na brisa, no cheiro do “cangote” dos meus filhos ou numa rosa, no por-do-sol, que faz um espetáculo todos os dias. Numa oração, no silêncio que fala alto, aonde estiver, que a alegria seja de dentro para fora, da essência, pois assim permanece!

Feliz 2016….