De tempos em tempos…

Preciso me retirar
Me transformar
Entrar no casulo da lagarta
e me transformar em borboleta…
Voar, voar, voar…

Preciso escrever poesia e
non sense
viajar
inspirar, expirar, inspirar…

Preciso ligar para amigos sumidos
Reler livros importantes
Suspirar, sonhar, suspirar…

Olho fotos de infância
Tomo sorvete com meu filho,
sem nenhum motivo especial
num dia qualquer a tarde
vivendo o cotidiano
com olhos de um presente.

Quero namorar e beijar
Deitar e rolar
Sorrir e cantar
Fotografar, fotoGRAFAR, fotografar…

Sair sem rumo e sem prumo
Sem lenço e sem documento
No caminho do inusitado
Do insólito

E depois desse mergulho interno
Pegar ar na superfície
No cotidiano do dia-a-dia
quero ser surpreendida
com novos caminhos

Lembrar que a vida tem os desafios e alegrias…
para darmos o exato valor. É necessário, assim precisa ser.
Assim, re-aprender a ter fé, a acreditar que colhemos
os frutos que plantamos, que almejamos.

Eu quero projetar um voo de borboleta,
metarfosear. Metaforseante. Sentir as dores da lagarta para virar borboleta e voar.

Quero acabar com a futilidade, metarmefoseando-me
espiritualmente.

Almejo saúde e paz!