Tem espaço no seu coração para a mais pura alegria?

A infância é feita de uma série de momentos “passageiros” que viverão para sempre no inconsciente de seu filho! Não há como evitar que eles cresçam, mas o amor incondicional aumenta em proporção!

Registre o seu amor em todos os momentos!

Quando seus braços não puderem mais enlaçá-lo e colocá-lo no colo, um click traz a lembrança daqueles momentos de volta à memória do seu coração, o milagre do amor!

Backstage – Academia Belletti Training Panamby

A cada sessão de fotos, uma nova janela se abre, com raios de luz para um novo começo, um novo sonho á ser realizado. Um novo encontro, pessoas diferentes, demandas que vislumbram resultados que reverberam muito além do backstage. Que alegria fazer parte das estórias que se fazem, ser testemunha, cúmplice das inúmeras vitórias e sonhos realizados!

Uma fotografia tem muito á contar sobre si mesma. O dia começa bem antes da hora marcada, onde a preparação da sessão conta com flashes, baterias, medidores de luz, câmera, cabelo e maquiagem do(a) fotografado(a) e, mais que tudo, entender a demanda da vez, direcionar objetivos em comum em torno da realização de cada projeto, e toda uma disposição para ter-se o melhor em casa click!

Eu e minha assistente Rossana Salso na Academia Belletti Training

Pezinho…

Quando nos faltam palavras para expressar o nosso amor, uma imagem diz tudo que precisamos para recordar o que realmente importa na vida!!
Que os passos sejam entregues ao nosso Pai amado, que cuida verdadeiramente de tudo que vier a ser!

O tempo…

Musée d’Orsay @Anna Alvarenga

Mais um ano se passou, e com ele, muitos desafios, conquistas e vitórias. Com certeza um ano de muito aprendizado, mas sempre com uma dose que acredito ser essencial, o Amor!

E com amor vários retratos revelados, estórias, memórias afetivas, novas pessoas em meu caminho, com as quais pude interagir e evoluir. Mesmo algumas ficando mais tempo que outras, o importante é o caminhar. E sou agradecida por tudo em minha vida, até nos momentos difíceis, que é quando mais amadureço e me fortaleço. Quero que minha fotografia desenhe, escreva com luz. Registro daquilo que pouco se vê. Fotografias de casamento, gestações, famílias, crianças, adolescentes, espontâneas e/ou posadas, mas que acima de tudo registrem além das imagens, sentimentos, promessas. Significando e emoldurando a passagem do tempo, da vida.

Fotografar, perpetuar, inspirar, revelar, filosofar!

Um click pode mudar tudo…

Agradeço imensamente a todos os leitores do blog, aos que comentam neste espaço ou pessoalmente, que me prestigiam! Com certeza cada vez mais me empenho em trazer a tona assuntos interessantes e diversificados, além das minhas paixões e ofício que são a poesia e a fotografia.

Que 2013 seja um ano ainda mais promissor, com diferentes e novos desafios e conquistas, perspectivas renovadas, e o desejo de que o novo ano traga ainda mais tonalidades de cores, em todos os sentidos e direções de nossas vidas.

Acho lindo esse texto, por isso a tatuagem no meu blog.

Au Revoir,

Anna

“Ao desfazer a mala percebi, chateado, que um dos pés da meia verde tinha ficado lá na praia. Àquela hora, devia estar caído atrás do armário da pousada, quem sabe até já não tivesse virado pano de chão, saquinho de parafuso, flanela para encerar móveis? Se fosse um casaco, uma calça, uma gravata, ainda haveria chances de ir parar num Achados e Perdidos, numa gaveta da recepção, mas um pé de meia? Quem se dá ao trabalho de ligar, perguntar se por acaso, mas que bom, Sedex tá ótimo, me passa a sua conta que te envio um DOC? No entanto, como já disse, fiquei chateado.

Aquelas meias haviam sido compradas na primeira viagem que fiz com a minha mulher, poucos meses depois de começarmos a namorar. Uma viagem em que cruzamos os Estados Unidos de carro, sem rumo, parando de cidade em cidade, dormindo em motéis de beira de estrada e nos descobrindo –descobrindo, por exemplo, que eu não era o tipo de cara que gosta de cruzar um país de carro, sem rumo, parando de cidade em cidade, dormindo em motéis de beira de estrada. Meu apego por “road movies”, me dei conta, enquanto discutia com a voz do GPS numa highway de oito pistas em algum lugar do Arizona, tinha mais a ver com “movies” do que com “road”. (Há uma diferença nada sutil entre assistir à “Paris, Texas” e estar em “Paris, Texas” –a diferença, digamos, entre um deserto e uma poltrona.)

Foi lá pelo meio da viagem, quando eu estava aflito, espremido entre caminhões mastodônticos e o possível fim do namoro –ela sempre querendo ver o que havia do lado de lá da montanha, eu sugerindo tomar uma cerveja na próxima esquina- que comprei as tais meias, numa cidadezinha em Nevada. Eram grossas, confortáveis, meias de domingo, daquele velho domingo que “pede cachimbo” na canção infantil. Apesar de estrangeiras, emanava delas o inconfundível aroma do lar. Algo sutil, claro: mas não é nas sutilezas que Deus e o Diabo se escondem? Pois as meias verdes amaciaram um pouco aqueles dias atribulados.

Teve uma tarde, já no fim da viagem, em que subimos um platô em Monument Valley, no Arizona. Um cenário de faroeste, digno de John Wayne ou Papa-Léguas, e, embora –ou talvez exatamente porque– escalar um platô no meio do deserto fosse a caricatura do que me desagradava no pacote aventura, a epítome do desconforto, consegui relaxar e aproveitar. Ao chegar lá no alto, suados, tiramos os sapatos, ficamos em silêncio, um encostado no outro, admirando a paisagem marciana.

Anos depois, mesmo tendo lavado dezenas de vezes as meias verdes, uma manchinha da terra vermelha de Monument Valley resistia, impregnada às suas fibras. Sempre que abria a gaveta e as via, me voltava à memória aquele momento da viagem, o momento em que entendi que o namoro, apesar de nossas diferenças –eu, poltrona; ela, platôs– iria dar certo. E deu.
Agora, um pé de meia tá lá na Barra do Sahy, passando óleo de peroba na mesa do café da manhã, o outro irá inexoravelmente pro lixinho do banheiro. Fazer o quê?

Veja, não é pela meia que eu fico triste, não. É a vida que, num detalhezinho aqui, noutro ali, tão rápido, vai ficando para trás, percebem?”

Antonio Prata para a Folha de S.P.

Seja bem-vindo!

Bem-vindo(a)s!

Em 2003, quando me formei em fotografia profissional, na NESOP (New England School of Photography – Boston), criei o meu site: www.anna-alvarenga.com que contém informações profissionais.

Uma tarde trivial ficou eterna através de uma imagem clicada pelo meu pai. Tantas leituras são possíveis observando esta fração de segundo que voou. O que ele viu no passado se faz presente e hoje posso relembrar e reviver este instante, com meus filhos e com os filhos dos meus filhos, que um dia chegarão.

A imagem perpetuada de minha mãe tornou-se um tesouro e me fez acreditar que fotos contam histórias e ajudam a formar o caráter.

Uma imagem é um bilhete de viagem que cruza fronteiras, e, num click, podemos criar asas para voar!

Eu e minha família moramos cinco anos em Boston – MA. Foi um novo despertar em todos os sentidos: estudei a fundo todos os setores da fotografia, trabalhei com o analógico (filme), cameras 4×5, pequeno e médio formato, revelação de filme, impressão, história da fotografia desde L. Daguerre…; fazia estágios e comecei a trabalhar como assistente de fotógrafos renomados, como Lou Jones (www.fotojones.com) e Bruno Debas (www.brunodebas.com).

Com meus olhos estrangeiros, em uma pátria distante, a fotografia me ajudou a revelar em mim o sentido de resiliência que eu sempre admirei, e, com minha camera em punho, busquei novos entendimentos.

Além disto, conheci e mantenho contato com pessoas de todos os cantos do planeta, abrindo meu horizonte ainda mais de uma maneira extasiante!

Após 2 anos, me formei com honra ao mérito em todas as matérias (especialização em fotografia comercial e portrait), e me tornei não mais estagiária, mas assistente de fotografia na própria NESOP.

Tive a oportunidade na NESOP de conhecer o Robert, fotógrafo de casamento, que me convidou para ser sua assistente em um casamento em Boston. Trabalhamos um tempo em parceria, até que pouco tempo depois  veio meu primeiro grande trabalho autoral, naquele pôr-do-sol com a contra luz do vestido do véu da noiva, numa praia deslumbrante (Cape Cod), percebi um novo horizonte se descortinando!

Tive um click!! Era isto que eu queria para mim!

Wedding Cape Cod, MA

Brasil 2004, voltamos definitivamente para o Brasil, novo recomeço, nova oportunidade de exercitar a resiliência, o que vem sendo preparado desde que nasci.

Em São Paulo, abri meu próprio estúdio de fotografia. Abrangendo meu foco na área de famílias, gestantes, crianças, teenagers, portraits da vida!! Produzir editoriais de moda foi consequência. Acredito que uma fotografia conta uma história, é uma oportunidade única de re-viver momentos como uma gestação, os primeiros passos, um segundo filho, as crianças crescendo e florescendo! Isto é único e indescritível, por isto as imagens valem mais que mil palavras!! O meu entendimento de fotografia é de dentro para fora…técnica, quem quiser aprende com livros ou estudando, mas o Olhar, o sentir, o pré-sentir, vem do coração e da alma, este é o diferencial que busco para mim e para todos ao meu lado, especialmente você!